Cinco conceitos da Psicologia que vão fortalecer suas estratégias de Social Media

25 ago 2017 Lead Force

Hoje em dia é comum, brincarmos sobre o quanto estamos viciados em alguns aplicativos como o Snapchat ou Instagram, e todos nós provavelmente somos culpados de ficar verificando compulsivamente nossos celulares, esperando encontrar novas publicações. No entanto, a mídia social está mudando muito mais do que apenas o nosso comportamento imediato.

Pense nisso: Todos nós já vimos ou ouvimos falar de anúncios publicitários que ilustram os efeitos de várias substâncias ilegais (drogas) em seu cérebro, mas a maioria de nós não considerou como coisas aparentemente inofensivas como redes sociais, podem ter um efeito semelhante nas nossas mentes e sobre nossos comportamentos.

E como anunciantes, isso é algo que devemos pensar mais sobre.

Afinal, qualquer interação que sua marca ou empresa tem com um potencial cliente em mídias sociais influencia tanto sua percepção consciente quanto inconsciente de sua marca ou empresa, você claro já deve saber disso. Mas, talvez você não esteja ciente de como essas interações são plenamente reproduzidas e em que medida.

Por exemplo, existem várias pesquisas que falam que ao utilizarmos as redes sociais, acontece uma liberação de dopamina, fazendo com que viemos a experimentar uma onda de boas sensações toda vez que curtimos, postamos, compartilhamos, ou comentamos, etc. Sem mencionar que as interações com as redes sociais aumentam nosso vínculo com outras pessoas.

Porém, ainda há muito mais do que isso. Na verdade, há muito mais coisas acontecendo dentro das mentes de nossos seguidores enquanto eles exploram e se envolvem em mídias sociais. Pensando nisso e para esclarecer um pouco, vamos explorar alguns conceitos de psicologia relacionados às mídias sociais.

 

1 – Neuroplasticidade

 

O cérebro humano está constantemente alterando seu comportamento e respostas a estímulos baseados em novas experiências, isso não é nada novo. No entanto, o crescimento da internet (principalmente as redes sociais) forçou nossos cérebros a se tornarem ainda mais adaptáveis.

Esse tipo de evolução é chamado de neuroplasticidade, e a rápida e constante evolução das redes sociais aumentou sua velocidade e efeitos em nossos cérebros durante a última década.

Para os profissionais de marketing, a intersecção da neuroplasticidade com as redes sociais resulta em dois pontos chaves:

Atenção reduzida = mais necessidade de mensagens chamativas e relevantes.

Devido à quantidade de informações vindo de várias plataformas e dispositivos, nossos intervalos de atenção estão cada vez mais divididos. Na verdade, um estudo da Microsoft relatou que as pessoas tendem a perder o foco após apenas oitos segundos.

Sendo assim, as marcas e empresas, precisam encontrar uma maneira de criar mensagens mais relevantes, de fácil compreensão e que prendam a atenção e gerem interesse no público alvo.

Maior multitarefa = mais necessidade de experiência em marketing para vários canais.

Em segundo lugar, rapidamente nos tornamos uma sociedade multitarefa. A nossa capacidade de interagir de várias maneiras ao mesmo tempo tem treinado nossos cérebros e mudando a forma como ele trabalha.

O mesmo estudo da Microsoft, identificou três modelos de atenção natural que refletem o uso da tecnologia digital pelo consumidor. Um dos quais eles chamaram de atenção de modo ambidestro, em que realizamos tarefas e utilizamos nossos dispositivos ao mesmo tempo. Fazendo isso porque sentimos que aumenta a nossa produtividade (sendo isso verdade ou não).

Para nós profissionais de marketing, esse desejo multitarefa apresenta outro desafio interessante. E como resultado, nós somos, em uma última instância, encarregados de criar experiências multi-touch ou multi-channel reforçando os consumidores a termos nossa marca como top-of-mind.

 

2 – Neuroeconomia

 

Para quem desconhece o estudo da neuroeconomia, é uma combinação da economia, psicologia e neurociência que tornou-se um campo interessante para estudarmos e explorarmos.

Por que? Em suma: a neuroeconomia foca em como os campos acima mencionados se cruzam, e como vários fatores afetam processos do pensamento humano e a tomada de decisões. Para as empresas e marcas, a compreensão do funcionamento interno por trás deste tipo de comportamento humano é algo realmente valioso.

Paul J. Zak, professor da Claremont Graduate University é responsável por popularizar o termo “neuroeconomia” e, tem uma perspectiva fascinante sobre o que alimenta nossas decisões, desejos e ações quando interagimos nas mídias sociais.

Por exemplo, muito da pesquisa de Zak está enraizada na ideia de que as redes sociais tem a capacidade de aumentar nossos níveis de oxitocina – um hormônio que é mais conhecido por alimentar o vínculo entre as mães e os bebês. E de acordo com um artigo da Fast Company, Zak vê a oxitocina como “a cola social” que gruda famílias, comunidades e sociedades e, atua como um “lubrificante econômico” que facilita entrarmos em todos os tipos de transações.

Em outras palavras, a liberação desse hormônio pode ter sério impacto na maneira como interagimos com amigos, família e marcas, nas mídias sociais e, eventualmente pode influenciar nossas decisões de compra.

 

3 – Memória Transativa

 

Nós seres humanos temos uma “memória transativa” (auxiliares da memória externa). Em outras palavras, contamos com o apoio social ou para reunir nossas próprias memórias.

Como Malcolm Gladwell, autor do livro “O Ponto da Virada” fala:

“A memória é uma construção social, nós armazenamos pedaços de informações de nossos amigos, colegas de trabalho, família e assim por diante.”

No entanto, as redes sociais tem levado este conceito para um nível muito maior, uma vez que podemos manter uma maior interação (tanto no que diz respeito à quantidade, quanto a alcançabilidade ) do que ficando off line e interagindo pessoalmente.

Percebemos isso em nossa memória, se for compartilhado alguma notícia positiva ou negativa isso vai ficar arquivado em nossa memória por um tempo. Por isso precisamos sempre considerar o que vamos publicar ou postar nas redes sociais da empresa.

Geralmente as pessoas não vão investir muito tempo em qualquer coisa que uma marca cria, mas não é por isso que devemos deixar de criar e planejar coisas novas. Mas, sim focarmos em publicações que sejam mais atrativas para o público alvo.

Estamos nos tornando pessoas que tomam decisões cada vez mais rápidas em relação ao que nos prende a atenção. Portanto, não é só criar uma peça publicitária

com uma chamada atrativa que vai nos atrair, essa peça precisa vir também de uma fonte confiável e autêntica, alguém que gere uma memória transacional ou seja, alguém que tenha autoridade nesse assunto ou que seja famoso.

 

4 – FOMO: Fear Of Missing Out (Medo de Perder)

 

Você já deve ter escutado falar sobre o termo FOMO ou o medo de perder uma atividade emocionante ou divertida.

Esse conceito não é novo, no entanto tem evoluído significamente, afinal grande parte das nossas atividades do dia-a-dia são postadas nas redes sociais. Comentários, postagens, curtidas, etc.

Hoje em dia, não precisamos esperar um amigo dizer o que está fazendo, ou o que estava fazendo, para sentirmos um sentimento de exclusão. Na verdade tudo é muito rápido, através das redes sociais que alimenta e desencadeia cada vez mais esse sentimento. E isso é algo que as marcas e empresas podem usar para conseguir mais interações nas redes sociais utilizadas.

Quase todo mundo segue pelo menos algumas contas de marcas nas redes sociais, sejam elas Instagram, Facebook, Twitter, etc. Para as marcas, isso significa que há uma oportunidade de explorar este medo psicológico para sugerir que o público pode estar perdendo se não comprar seu produto, ou se não assistir um webinar, ou conferir seu site novo, ou… bom, você já deve ter entendido.

Gerando um pouco de ansiedade e ciúmes, já vai conseguir um bom caminho no sentido de estabelecer uma conexão com seu público alvo, mas não se esqueça de usar esta tática sabiamente. Algumas pesquisas sugerem que há consequências reais de FOMO como insatisfação aumentada com a vida e uma diminuição da privacidade, assim para o bem de todos, mantenha as coisas amigavelmente.

 

5 – Status e Ansiedade

 

Neste ponto, nós estabelecemos que as redes sociais podem desencadear emoções ansiosas e negativas, mas isso não significa que nós temos que usá-las para o mal.

Assim como nós encontramos uma maneira positiva para usar o conceito de FOMO, podemos fazer o mesmo para o status e a ansiedade.

Os seres humanos têm tido algum nível de ansiedade e status, enquanto formamos tribos e nos reunimos em grupos. Queremos ser notados, queremos ser desejados, queremos ser considerados inteligentes, atraentes e bem-humorados. E queremos ser vistos como um membro valioso e importante do grupo.

Essencialmente queremos ser apreciados, e queremos receber muitos “likes” nas redes sociais também. Mas, crescer seus “likes”, seguidores e ter engajamento é uma via de mão dupla: você tem que dar “like” de volta, e fazer as pessoas se sentirem bem sobre suas interações com sua marca de uma forma que ultrapasse a reciprocidade. Você precisa fazer algo que vai elevar seu status dentro do seu grupo.

Para nós profissionais de marketing, isso pode significar recompensar os chefões e autoridades do público alvo escolhido, com fotos, convites exclusivos, brindes, ou conteúdo que eles podem compartilhar com seus seguidores, os youtubers são exemplos disso.

Aqueles que recebem recompensas, indiretamente estão recebendo uma reação química que vai deixar eles mais felizes, e todo o resto se sentirá ansioso para receber também, ou com medo de ser deixados de fora, o que pode provocar grandes maravilhas em termos de participação e engajamento.

E você já havia pensado em usar a psicologia para montar suas estratégias de redes sociais?

 


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